A hiperplasia prostática benigna é o crescimento não canceroso da próstata, muito frequente a partir dos 50 anos. Ela provoca jato urinário fraco, esforço para urinar, sensação de esvaziamento incompleto e várias idas ao banheiro à noite. Existe tratamento medicamentoso, e existem opções cirúrgicas minimamente invasivas quando o remédio não resolve.
Autor e revisor técnico: Dr. Daniel Pianetti — médico urologista registrado no CRM-MG 55.848, com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) 41.502 em Urologia e título de especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Enucleação prostática com laser de Hólmio: o tecido que obstrui é destacado por dentro da uretra e retirado, sem cortes externos. As diretrizes da AUA e da EAU consideram o HoLEP eficaz independentemente do tamanho da próstata, incluindo próstatas volumosas que antes exigiriam cirurgia aberta.
O Rezum usa vapor d'água para reduzir o volume prostático em procedimento ambulatorial, rápido e com anestesia leve. É indicado em próstatas de volume menor e para pacientes que priorizam preservar a ejaculação e evitar internação — com resultado geralmente mais gradual que o do HoLEP.
A decisão depende do volume da próstata, da intensidade dos sintomas, do uso de anticoagulantes, das expectativas quanto à função sexual e das condições clínicas. Próstatas grandes e sintomas severos tendem ao HoLEP; próstatas menores com prioridade em recuperação rápida tendem ao Rezum.
Não. HPB e câncer de próstata são doenças diferentes e podem coexistir no mesmo paciente. Ter próstata aumentada não aumenta o risco de câncer, mas os sintomas se sobrepõem — por isso a avaliação urológica é necessária.
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