A cirurgia robótica Da Vinci é uma plataforma de cirurgia minimamente invasiva na qual o cirurgião opera sentado em um console, controlando instrumentos articulados com visão tridimensional ampliada. Em urologia, é usada principalmente na prostatectomia radical (câncer de próstata) e na nefrectomia parcial (câncer de rim).
Autor e revisor técnico: Dr. Daniel Pianetti — médico urologista registrado no CRM-MG 55.848, com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) 41.502 em Urologia e título de especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
É a prostatectomia radical assistida por robô: a próstata é removida por pequenas incisões, com instrumentos que reproduzem os movimentos do punho do cirurgião. A ampliação da imagem e a estabilidade dos instrumentos favorecem a dissecção precisa dos feixes neurovasculares, o que se relaciona à preservação de continência e função erétil.
Não. O sistema não tem autonomia: cada movimento é executado pelo cirurgião a partir do console. O robô traduz o movimento das mãos em movimentos menores e filtra tremores — o julgamento e a técnica continuam sendo do médico.
As diretrizes da EAU e da AUA descrevem, para abordagens minimamente invasivas, menor perda sanguínea e internação mais curta em comparação à cirurgia aberta, com resultados oncológicos comparáveis quando indicadas corretamente. O ganho funcional depende do caso, do estadiamento e da experiência da equipe.
Na maior parte dos casos a alta hospitalar ocorre em poucos dias e o retorno a atividades leves acontece nas primeiras semanas, com liberação progressiva para esforço físico. O plano de recuperação é individual e definido no pós-operatório.
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